27 de abril de 2013

Chevrolet Camaro (Parte 3)

Nesta 3ª parte conheceremos um pouco mais da 4ª geração do Camaro, marcada pelo baixo índice de vendas e por um deteriorado mercado de coupés esportivos.

4ª geração (1993-2002): Fabricado agora na planta da GM em Sainte-Thérèse, em Quebec (Canadá) e estreando a nova plataforma ''F-body'', o Camaro tinha um novo design elaborado com compostos termofísicos (SMC) de fibra de vidro e resina de poliéster. Além de motores V6 (3.4 e 3.8 L) e V8 (5.8 L apenas), o Camaro foi um dos primeiros carros a usar transmissão manual de 6 marchas, muito popular hoje em dia graças ao Chevrolet Cruze. Em 1993, o Camaro Z28 foi escolhido mais uma vez para ser o pace car da Indianapolis 500. Uma edição especial foi lançada como pacote opcional por apenas 995 dólares, com um esquema de pintura preto e branco com pequenas faixas multicoloridas.

Ao fundo, os Camaros que foram pace cars em edições anteriores; Na frente, a versão Z28 com teto bipartido de 1993. (Fonte: amcarguide.com)

1994 marcou a chegada da transmissão automática de 4 marchas com controles eletrônicos (já usados nas picapes Chevrolet da época, além do SUV Tahoe) que controlam o motor e a transmissão.

O Camaro comemorou 30 anos em 1997, recebendo uma edição especial conversível com faixas laranjas.

Chevrolet Camaro Z28 30º Aniversário 1997 (Fonte: cardomain.com)

Para o ano de 1998, o Camaro ganhou uma nova frente removendo o quarteto de faróis quadrados. Essa mudança permaneceu até 2002, quando o Camaro, após 35 anos de história, foi descontinuado, devido às baixas vendas do modelo. 

Chevrolet Camaro SS 2001 (Fonte: amcarguide.com)

Concluiremos nossa série sobre o Camaro no próximo post, onde veremos a atual geração e sua participação em filmes e videogames.

Até lá!



21 de abril de 2013

Chevrolet Camaro (Parte 2)

Na 1ª parte vimos a origem do Camaro e como ele se tornou um forte rival ao Mustang, da Ford.
Veremos hoje a 3ª geração que durou 10 anos (1982-1992).

3ª geração (1982-1992): Lançado para venda em janeiro de 1982, o Camaro trazia 3 novidades em relação à geração anterior: injeção de combustível de fábrica, motor de 4 cilindros (2.5 L) e carroceria hatchback. Nesse mesmo ano, o modelo Z28 ganhou o prêmio de Carro do Ano da revista Motor Trend.
Esse mesmo modelo foi o pace car da Indy 500 1982, com mais de 6 mil réplicas vendidas. O motor 3.8 L V6 foi substituído pelo 3.1 L e ganhou a companhia da versão 2.8 L. Já os V8 de 5.0 e 5.8 litros foram mantidos, assim como a transmissão (automática de 3 marchas ou manual de 4 velocidades).

Chevrolet Camaro Z28 1982 (Fonte: veibras.wordpress.com)

Em 1985 aconteceu a 9ª edição da IROC (International Race of Champions ou Corrida Internacional dos Campeões), e o Camaro era campeão invicto por 6 anos consecutivos. Nada mais justo que lançar ao público uma edição especial baseada nessa corrida. Surgia o Camaro IROC-Z, com itens de luxo: suspensão modificada, sistema de injeção de combustível ''Tuned Port Injection'' (o mesmo usado no Corvette da época), além de pneus unidirecionais Goodyear ''Gatorback''. Com tantos atrativos, o modelo entrou para a lista dos 10 Melhores da revista Car and Driver. 

Chevrolet Camaro IROC-Z 1985 (Fonte: flickr.com)

Aniversários: Durante sua 3ª geração, o Camaro comemorou 20 anos em 1987 e 25 anos em 1992. Para comemorar o 20º aniversário, a Chevrolet trouxe de volta a versão conversível, desta vez como opção permanente, e não mais temporária. 


Chevrolet Camaro IROC-Z Conversível 1987 (Fonte: auto.howstuffworks.com)

Infelizmente o modelo comemorativo de 25 anos lançado em 1992 não teve o mesmo tratamento, recebendo apenas um pacote de grafismos e tarjas de rally. Afinal, esse era o último ano de produção da 3ª geração. O último modelo produzido desse ciclo foi um coupé Z28 vermelho em 27 de agosto de 1992 comprado em particular e que continha as assinaturas dos funcionários da linha de montagem.

No próximo post falaremos da 4ª geração, conhecida pelo baixo índice de vendas que criou um hiato de 7 anos até a chegada do modelo atual.
Até lá!



30 de março de 2013

Chevrolet Camaro (Parte 1)

O carro de hoje, além de ser um clássico americano, é o sonho de consumo de muitas pessoas, principalmente de jovens. Falaremos do Chevrolet Camaro.


História: O Camaro surgiu como um concorrente ao Ford Mustang e foi anunciado em 28 de junho de 1966 numa conferência para a imprensa no Hotel Statler-Hilton em Detroit. Inclusive, foi a 1ª vez na história que 14 cidades ficaram em tempo real para uma conferência de imprensa por linhas telefônicas. Pete Estes, diretor-geral da Chevrolet na época, foi questionado quanto ao nome do veículo. E respondeu assim: ''Um pequeno e perverso animal que come Mustangs''. 
Ao todo, o Camaro teve 5 gerações: 1967-1969, 1970-1981, 1982-1992, 1993-2002 e 2009-atualmente. Hoje discutiremos sobre a 1ª e a 2ª.

1ª geração (1967-1969): O Camaro foi apresentado estreando a nova plataforma F-body da GM nas versões duas portas, 2+2, coupé ou conversível com motores de seis-cilindros ou V8, além de apresentar 3 pacotes diferentes de customização: RS (o mais básico), SS (esportivo, com motores V8 de 5.7 e 6.5 L) e Z28 (criado especialmente para a competição automotiva SCCA Trans-Am). As opções de transmissão eram poucas: manual de 3 ou 4 velocidades ou automática de 3 velocidades ''Turbo Hydra-Matic 350''. O modelo de 1969 serviu de pace car para a Indianapolis 500. 
O Camaro também era fabricado em 5 plantas não-americanas: uma na Ásia (Filipinas), duas na Europa (Bélgica e Suíça) e duas na América do Sul (Venezuela e Peru). 

Chevrolet Camaro 1968 (Fonte: www.firstgencamaro.com)

2ª geração (1970-1981): Esta geração é maior e mais rebaixada que a dos anos 1960 e não havia mais a opção conversível. Os motores de seis-cilindros e V8 foram mantidos e foi introduzido o V6 de 3.8 L. A opções de transmissão foram reduzidas a apenas duas: manual de 4 velociades e automática de 3 marchas. 
Em 1974, apesar do embargo do petróleo árabe e das montadoras rivais (Ford e Chrysler) ''diminuirem'' seus veículos para subcompactos, as vendas do Camaro passaram de 150 mil unidades. Já em 1978, com 218.853 unidades produzidas, o Camaro ulrapassou pela 1ª vez as vendas de seu maior rival, o Ford Mustang. 

Chevrolet Camaro 1974 (Fonte: www.flickriver.com)

Chevrolet Camaro 1980 Z28 (Fonte: www.autogush.com)

No próximo post veremos como foi a 3ª geração (1982-1992).
Até lá!



11 de fevereiro de 2013

Dodge Challenger

O carro de hoje, mais um sucesso da Dodge, foi e ainda é um forte concorrente à dupla Mustang/Camaro. Falaremos hoje do Challenger.

História: O Challenger, em toda a sua história, teve 3 gerações: a 1ª (1970-1974) e a 3ª e mais atual (2008-hoje) pertencem ao seleto grupo dos ''muscle cars''. Já a 2ª (1978-1983) não fez muito sucesso por ser um carro de passeio comum, a exemplo do Charger dos anos 1980.

1ª geração (1970-1974): O Challenger nasceu como uma resposta ao Ford Mustang, que começou a onda dos ''pony cars'', e o Chevrolet Camaro, e foi um dos carros a usar o ''E-body'' da Chrysler, junto com o Plymouth Barracuda, um pouco menor que os concorrentes. O exterior foi desenhado por Carl Cameron, reponsável pelo exterior do Charger. Apesar de ter sido bem recebido pelo público (com 76.935 unidades produzidas para o modelo 1970), o Challenger foi muito criticado pela imprensa, e o segmento dos pony cars começou a decair. A produção da 1ª geração encerrou-se em 1974, com mais de 165 mil unidades produzidas. A gama de motores era farta, indo do seis cilindros em linha Slant 6 ao Hemi V8. Entre as opções de transmissão, estavam as de 3 velocidades (manual e automática com o sistema TorqueFlite, exclusivo da Chrysler) e a de 4 marchas (somente manual).

Dodge Challenger R/T 1970 (Fonte: Wikipedia)

2ª geração (1978-1983): Essa fase do Challenger foi nada menos que a entrada do Mitsubishi Galant Lambda nos Estados Unidos. O veículo também foi importado pela Plymouth, com o nome ''Sapporo''. Essa geração vendeu de 12 mil a 14 mil unidads por ano. Os motores obviamnte eram menores (quatro cilindros, ao invés do seis cilindros e do V8 do modelo anterior).

Dodge Challenger 1979 (Fonte: www.cargurus.com)

3ª geração (2008-hoje): Apresentado simultaneamente nos salões de Chicago e Filadélfia, o novo Challenger resgatou a esportividade do 1º modelo. Muitas componentes de veículos da Mercedes-Benz foram incorporados, como a suspensão traseira W210 Classe E, a transmissão automática de 5 marchas W5A580 e o sistema ESP (controle de estabiliade). Os motores não fazem feio: 3.6 L V6 Pentastar (o mesmo do atual Charger), 3.5 L SOHC V6 e 5.8 L Hemi V8. Além da transmissão vinda da Mercedes, veio a manual de 6 velocidades Tremec TR-6060 (que equipa o Corvette e o Camaro) 

Dodge Challenger 2013 (Fonte: ericpetersautos.com)

Filmes: O modelo dos anos 1970 foi a peça central de Corrida contra o destino (1971), mas apareceu em outros filmes, como +Velozes +Furiosos (2003) e a comédia Antes de Partir (2007),com Jack Nicholson e Morgan Freeman. O modelo mais recente apareceu rapidamente no final de Velozes e Furiosos 5 (2011).

Série: O Challenger é um dos veículos principais em NCIS (6ª temporda em 2008).

Videogames: Figurinha carimbada na franquia Need for Speed, o modelo R/T 440 1971 apareceu pela 1ª vez em Carbon, e continuou em ProStreet e Undercover. O R/T 426 Hemi apareceu em World e The Run. A geração atual apareceu ainda como conceito em Carbon, ProStreet, Undercover, Shift, Shift 2: Unleashed e World. A 1ª aparição oficial como modelo para venda (nesse caso o SRT-8) foi em Nitro (exclusivo para as plataformas Wii e DS), e prosseguiu em Hot Pursuit (2010) e The Run. A participação mais recente foi em Most Wanted (2012), com o modelo SRT-8 392. Driver: San Francisco destacou o modelo R/T 1970, sendo o veículo oficial do detetive John Tanner.


24 de janeiro de 2013

Ford Torino

O carro de hoje teve seu lugar na história dos muscle cars e continua fazendo sucesso, mesmo após 1976 (seu último ano de produção). Falaremos do Ford Torino, que é mais conhecido pelo nome ''Gran Torino''.

História: Foi fabricado de 1968 a 1976 e seu nome remetia a cidade de Turim (Torino em italiano), considerada a Detroit (principal cidade de fabricação de automóveis) da Itália. Nos dois primeiros anos (1968 e 1969) era uma versão mais cara do Fairlane com várias opções de carroceria (conversível, ''hardtop'', ''fastback'', sedã e perua), motor (4.7 L e 4.9 L Windsor V8 e 6.4 L e 7.0 L FE V8) e transmissão (manual de 3 ou 4 marchas e automática de 3 marchas).

Ford Fairlane Torino (versão perua) 1968 (Fonte: Wikipedia)

Em 1970, o Torino tornou-se o modelo principal e o Fairlane passou a ser uma sub-série. O motor 4.7 L Windsor V8 foi trocado pelo 5.8 L, mas mantendo a versão 4.9 L. Saíram os motores FE V8 e entraram as versões 5.8 L Cleveland V8 e 7.0 L 385 Series V8. As opções de transmissão permaneceram inalteradas. Apareceram versões especiais, como a GT e a Cobra, já presentes no Mustang.

Ford Torino GT conversível 1970 (Fonte: Wikipedia)


O último modelo (1972-1976) recebeu o nome ''Gran'' e foi totalmente redesenhado. Os motores foram mantidos, surgindo apenas a versão 6.6 L 335 Series V8. A stransmissões também foram mantidas. O modelo de 1974 recebeu a versão luxuosa Elite para competir com o Chevrolet Monte Carlo.

Ford Gran Torino 1974 (Fonte: Wikipedia)

Filmes: O Gran Torino teve duas aparições em filmes recentes. Em 2008, seu nome deu origem a produção dirigida e estrelada por Clint Eastwood, que interpreta um veterano da Guerra da Coréia que odeia seus vizinhos coreanos. Velozes e Furiosos 4 (2009) marcou a segunda grande aparição do Gran Torino, desta vez pilotado pelo vilão Fênix Calderon (Laz Alonso) que morre nas mãos de Dominic ''Dom'' Toretto (Vin Diesel). O modelo acima, de 1974, foi visto no filme Starsky & Hutch, baseado na série de mesmo nome e estrelado por Ben Stiller e Owen Wilson.

Série: Como visto no tópico anterior, o Gran Torino é o carro principal da dupla de policiais Starsky & Hutch, interpretados na série por Davis Soul e Paul Michael Glaser. 

Videogames: O Gran Torino é uma das figuras centrais do jogo de ação Driver: San Francisco (PS3, Xbox 360, Nintendo Wii, PC e Mac) e também em Juiced 2: Hot Import Nights (Nintendo DS, PC, PSP, PS2, PS3 e Xbox 360). 

18 de janeiro de 2013

Ford Mustang (Parte 5)

Nesta última parte veremos a 5ª geração, lançada em 2005 e que recebeu um facelift em 2010. Também vamos conferir a participação do Mustang em filmes e videogames.

História: A 5ª geração foi apresentada como carro-conceito (um conversível e um coupe) no Salão do Automóvel de Detroit 2003. Um ano depois, no mesmo Salão de Detroit, foi revelado ao público um modelo completamente novo baseado no conceito de 2003 e usando a nova plataforma D2C.
Esse 1º  modelo (2005-2009) tinha 3 opções de motor: 4.0 L V6 Cologne, 4.6 L V8 Modular e 5.4 L V8 Modular Supercharged e podia ser equipado com 3 tipos de transmissão: manual de 5 ou 6 velocidades ou automática de 5 marchas. Vários opcionais foram surgindo ao longo dos anos, como navegador GPS com DVD desenvolvido pela Pioneer (2007), rádio via satélite Sirius (2007) e até mesmo teto de vidro (2009). O sistema Ford Sync, que já estava disponível nos modelos Edge e Fusion, entrou para a linha Mustang em 2009.


Ford Mustang GT 2005-2009 (Fonte: Wikipedia)

O 2º modelo (2010-hoje) foi apresentado em 2008, no Salão do Automóvel de Los Angeles. O exterior teve uma revisão profunda, que resultou em melhora da performance aerodinâmica. O interior também foi renovado, removendo a natureza linear dos modelos anteriores. Os motores V6 Cologne e V8 Modular só foram usados no modelo 2010, sendo substituídos em 2011 pelas versões Duratec V6 e Coyote V8. O motor V8 Modular Supercharged ganhou a variante 5.8 L. As opções de transmissão permaneceram as mesmas de 2005, ganhando apenas a adição da versão automática de 6 marchas.



Ford Mustang GT 2010 (Fonte: Wikipedia)

Filmes: O Mustang teve sua aparição mais famosa no filme de ação Bullitt (1968), onde um modelo 1965 Fastback 2+2 é usado pelo astro Steve McQueen. A versão especial Mach 1 teve uma aparição importante em 007 Os Diamantes são Eternos (1971), numa perseguição contra a polícia de Las Vegas.

Videogames: O Mustang é figurinha carimbada em várias franquias de corrida, como a série Forza (exclusiva do XBOX 360). Ele tem até seu próprio game: Ford Mustang: The Legend Lives (PS2 e XBOX), que conta com modelos dos anos 1960 até a versão 2005.
Como todo bom muscle car, o Mustang não poderia faltar na franquia Need for Speed. E apareceu logo no 1º game da série, de 1994 (Panasonic 3DO, Microsoft Windows e DOS, PS1 e Sega Saturn) como o único carro da polícia. Mas o começo da fama no mundo virtual veio com Hot Pursuit 2 (PC, PS2, XBOX e Nintendo GameCube), graças a versão SVT Cobra R, usada tanto pelos pilotos quanto pela polícia.
Os modelos dos anos 1960 (fastback, conversível e Boss 302) marcaram presença em NFS III: Hot Pursuit, Undercover, World e The Run. O modelo GT de 2003 apareceu só uma vez, em ProStreet (PC, PS2, PS3, PSP, Xbox, X360, Wii, NDS e celular). O modelo GT 2005 é o campeão de aparições: 5 ao todo (de Underground 2 a Undercover). A atual geração apareceu primeiro em Shift (2010) e depois em Hot Pursuit (2011) e Shift 2: Unleashed (2011). A edição especial Boss 302 estreou no jogo online World (2010), estampou a capa de The Run (2011) e retornou na nova versão de Most Wanted (2012). 

8 de janeiro de 2013

Ford Mustang (Parte 4)

Como visto anteriormente, a Ford já planejava uma nova geração do Mustang, a ser lançada em 1994. Veremos hoje como foi essa 4ª geração, que durou 10 anos (1994-2004) e teve 2 modelos diferentes: 1994-1998 e 1999-2004.

História: Para 1994, o Mustang apresentou sua 1ª grande mudança visual em 15 anos. O design, de codinome ''SN-95'', foi baseado numa versão atualizada da plataforma Fox, que foi usada na 3ª geração. O modelo básico vinha com motor 3.8 L V6 Essex de 145 HP (fabricado no Canadá) e com 2 tipos de transmissão: manual de 5 marchas ou automática AOD de 4 marchas. Em 1996, a transmissão AOD foi substituída pela 4R70W, também de 4 marchas.

Nesse 1º período (1994-1998), surgiram duas edições esportivas: GT e Cobra.
A 1ª usava o motor V8 Windsor ''5.0 L'' (a capacidade real era de 4.94 L), que gerava 215 HP. O primeiro modelo, de 1994, venceu o prêmio da revista Motor Trend de ''Carro do Ano''. No ano de 1995 surgiu o Mustang GTS, versão amansada do GT. O modelo 1996 teve uma mudança importante: sai o motor Windsor V8 (em produção desde 1968) e entra o estreante 4.6 L SOHC V8 Modular, com a mesma performance do antecessor. Em 1998, o V8 Modular teve sua potência aumentada para 225 HP, graças a calibração da unidade de controle do motor (ECU em inglês) e um sistema de combustível melhorado.

Ford Mustang GT 1994 (Fonte: AmericanMuscle.com)

A edição Cobra foi preparada pela SVT (Special Vehicle Team) e estava um nível acima do Mustang GT. De 1994 a 1995, usava o motor 5.0 L V8 Windsor, que gerava 240 HP, e transmissão manual de 5 marchas fabricada pela Borg-Warner. A versão Cobra R voltou, desta vez com o motor V8 Windsor modificado pela SVT. O resultado foi um ''monstro'' de 300 HP e um tanque de combustível de 76 litros feito com Kevlar. A transmissão do Cobra R também era manual de 5 marchas, mas fabricada pela Tremec.
O ano de 1996 marcou a estreia do motor 4.6 L V8 Modular DOHC de 305 HP, um pouco mais econômico que o antecessor. 

Ford Mustang SVT Cobra R 1995 (Fonte: ScorpioCars.net)

Durante o período 1999-2004, o Mustang recebeu um facelift com o estilo New Edge (presente na 1ª geração do Focus e também nos modelos Taurus e Explorer). O motor básico continuava sendo o 3.8 L V6 Essex de 190 HP, até ser substituído na 2ª metade de 2004 pelo 3.9 L V6 Essex, com a mesma performance do antecessor. 
A versão Cobra também recebeu o visual New Edge e manteve o motor 4.6 L DOHC, que teve sua potência aumentada para 320 HP. Esse modelo não foi produzido em 2000, pois deu lugar a edição limitada Cobra R.
O Mustang Cobra R 2000 usava um motor 5.4 L DOHC V8 Modular com 385 HP e teve produção limitada a 300 unidades com apenas uma opção de cor: Vermelho Performance. Boa parte do desenvolvimento contou com a ajuda de Jack Roush, fundador e proprietário da Roush Fenway Racing, uma das maiores equipes da NASCAR. 

Ford Mustang SVT Cobra R 2000 (Fonte: Wikipedia)

Outras edições especiais surgiram com o passar do tempo, como a Bullitt (em homenagem ao Mustang 1968 390 usado por Steve McQueen no filme de mesmo nome) e a edição do aniversário de 100 anos da Ford em 2003.

No próximo post falaremos da atual geração, que surgiu em 2005, e as aparições do Mustang em filmes e videogames.

Até lá!




3 de janeiro de 2013

Ford Mustang (Parte 3)

Como vimos antes, o Mustang estava com um ótimo índice de vendas, o que levou a Ford a criar um modelo totalmente novo, que veremos hoje.

História: A 3ª geração ficou por mais de 10 anos no mercado (1979-1993) e foi baseada na larga plataforma Fox, desenvolvida para os ''gêmeos'' Ford Fairmont e Mercury Zephyr que debutaram em 1978. Segundo os entusiastas do gênero, a 3ª geração do Mustang foi dividida em 2 segmentos: 1979 a 1986, com faróis quádruplos e 1987 a 1993, com a frente sem a grade frontal (também conhecida como ''no-grille'').

1979-1982: Na estreia, o interior foi totalmente reestilizado e podia acomodar confortavelmente 4 pessoas, apesar do banco traseiro ser pequeno. O porta-malas ficou maior e o espaço para o motor também. Todos os motores vieram da 2ª geração: 2.3 L 4 cilindros, 2.8 L V6 Cologne (fabricado na Europa) e 4.9 V8 Windsor. As opções de transmissão eram poucas: manual de 4 marchas ou automática de 3 marchas. As edições especiais não ficaram de fora. Assim que o Mustang foi chamado para ser o Pace Car da famosa Indianapolis 500, surgiu a edição Indy 500, com 11 mil unidades produzidas. A edição esportiva Cobra ganhou uma companheira: a Turbo GT.

Ford Mustang Cobra 1981 (Fonte: Auto Gush)

1983-1986: Durante esse tempo, o Mustang sofreu uma leve reestilização. A aparência ficou mais ''aero'', comum em vários Fords da época. Em 1983, a versão conversível voltou após 10 anos de abstenção, em resposta à rival Chrysler. Um ano depois, em 1984,  foi lançada a versão GT 350, em comemoração aos 20 anos do Mustang. Foram produzidas 5.260 modelos nas versões hatchback e conversível. Nesse mesmo ano entrou em cena o Mustang SVO, considerado na época como o mais potente e mais caro Mustang já produzido. 

Ford Mustang SVO 1984 (Fonte: Wikipedia)

1987-1993: Em 1997, o Mustang recebeu sua 1ª grande reestilização desde 1979. As mudanças exteriores eram remanescentes do modelo SVO. O motor V6 foi descontinuado, restando apenas 2 opções de motor: 2.3 L 4 cilindros e 4.9 L V8 Windsor (vendida como ''5.0''). No início da década de 1990, a Ford já planejava uma nova geração, a ser lançada em 1994. Para isso, pequenas mudanças foram feitas até a aposentadoria em 1993. Em seu último ano, o Mustang recebeu a edição especial SVT Cobra, feita em parceria com a recém-lançada divisão SVT (Special Vehicle Team). Uma versão mais cara, a Cobra R, também foi lançada.

 Ford Mustang SVT Cobra 1993 (Fonte: Wikipedia)

No próximo post veremos a 4ª geração (1994-2004), que marcou a estreia do V8 Modular da Ford.

Até lá!

27 de dezembro de 2012

Ford Mustang (Parte 2)

Na 1ª parte vimos a origem do Mustang, sua ascensão e declínio, já que a crise do petróleo forçou os consumidores a optarem por carros menores e mais econômicos. Neste post veremos como a 2ª geração (1974-1978) pôs o Mustang num segmento totalmente diferente do qual estava acostumado, mas que aumentou (e muito) suas vendas.


História: Menor que o modelo da 1ª geração, o Mustang II (nome o qual ficou conhecida essa geração) compartilhou sua plataforma com o sub-compacto Ford Pinto e concorreu no mercado com sub-compactos semi-esportivos como Buick Skyhawk, Oldsmobile Starfire e Chevrolet Monza (este último teve seu nome usado para a versão brasileira do Opel Ascona C). As opções de motorização foram reduzidas para 3: 2.3 L 4 cilindros, 2.8 L Cologne V6 e 4.9 L V8. Ao longo dessa geração, ocorreram mudanças anuais que valeram a pena.

1974: Com um tamanho próximo ao modelo de 1964, o Mustang II venceu o prêmio de Carro do Ano da revista Motor Trend. Surgiu a opção de luxo Ghia, com teto de vinil. As vendas aumentaram muito, tornando-o o 6º Mustang mais vendido da história, com 296.041 unidades vendidas.
1975: Com a crise do petróleo chegando ao fim, a Ford decidiu trazer de volta o V8  para que a performance do Mustang retornasse em ''níveis respeitáveis''. Além da volta do V8, outras mudanças menores foram feitas, como janelas ópera na versão Ghia.
1976: Ocorreram apenas mudanças visuais como o pacote Stallion, que incluía rodas estilizadas, grade frontal preta e para-choques moldados. Outro pacote visual adicionado foi o Cobra II, com grade frontal preta, abertura do capô simulada, spoiler frontal e traseiro e emblemas de cobra.
1977: Entrada do pacote de aparência Sports para a versão Ghia e pequenas mudanças visuais na versão Cobra II.
1978: Surgiu a edição limitada King Cobra, com apenas 4.313 unidades produzidas. Entre os destaques visuais estavam faixas e um adesivo de cobra no capô, bem ao estilo do Pontiac Trans-Am. Só havia o motor V8, apenas para aumentar a imagem de performance do carro.

Ford Mustang II King Cobra 1978 (Fonte: Wikipedia)

Com o bom número de vendas, um Mustang totalmente novo surgiu para o ano-modelo 1979, mas isso fica para a próxima parte.

Até lá!

25 de dezembro de 2012

Ford Mustang (Parte 1)

Hoje vamos falar de mais um clássico americano que deixou sua marca na história do cinema e do universo automotivo: o Ford Mustang.

História: No início, o Mustang foi baseado na 2ª geração do compacto Falcon. A Ford credita o nome do veículo ao desenhista automotivo John Najjar, fã do avião P-51 Mustang, usado na 2ª Guerra Mundial. O modelo teve 5 gerações (1964–1973, 1974–1978, 1979–1993, 1994–2004 e 2005–hoje) e uma 6ª está programada para ser lançada em 2014, provavelmente como modelo 2015.
O Mustang foi introduzido 5 meses antes do início normal da produção anual e fabricado entre o Ford Falcon 1964 e o Mercury Comet 1965. Vinha equipado com motores Thriftpower de 2.8 e 3.3 litros e Windsor V8 (incluindo a variante HiPo) e transmissão manual (3 ou 4 marchas) ou automática de 4 velocidades.
O modelo 1967-1968 tinha uma carroceria mais larga e além dos motores da versão anterior (de 1964), apresentava mais versões V8: FE (e sua variante HiPo) e o mítico Cobra Jet 7.0 litros, que ostentava 335 HP. As opções de transmissão do modelo anterior foram mantidas até 1973. Foi com esse modelo que começaram a surgir as versões especiais. A 1ª foi a California Special ou GT/CS, vendida somente no estado que dá origem ao nome. Ela foi criada como uma resposta para os novos modelos do Camaro, Javelin, Firebird e até mesmo dos companheiros Ford Torino e Mercury Cougar.

Mustang GT/CS 1968 (Fonte: Wikipedia)
 
A versão 1969-1970 introduziu as lâmpadas internas da grade frontal, que permanecem até hoje. Surgiram as edições especiais Mach 1 (com interior luxuoso, rodas de aço e pneus Goodyear Polyglas) e Boss (cujo modelo 429 usava um motor exclusivo e é muito raro hoje em dia). Novas opções de motores V8 foram adicionadas: Cleveland 5.8 L, Boss 4.9 e 7.0 L e Super Cobra Jet 7.0 L.
O fim da 1ª geração veio com o modelo 1971-1973. As poucas novidades foram a substituição do FE V8 pelo HO 5.8 L e a versão Sprint, criada para comemorar a participação dos Estados Unidos nas Olímpiadas de 1972 em Munique. Isso não adiantou para aumentar as vendas do Mustang, que estavam caindo devido a crise do petróleo. Muitos consumidores migraram para os Fords Pinto e Maverick, menores e mais econômicos. O engenheiro responsável pelo Mustang, Lee Iacocca, disse que ''O mercado do Mustang nunca nos deixou, nós é que deixamos ele''.
 
Continuaremos a falar do Mustang em breve.
 
Até lá!