11 de fevereiro de 2013

Dodge Challenger

O carro de hoje, mais um sucesso da Dodge, foi e ainda é um forte concorrente à dupla Mustang/Camaro. Falaremos hoje do Challenger.

História: O Challenger, em toda a sua história, teve 3 gerações: a 1ª (1970-1974) e a 3ª e mais atual (2008-hoje) pertencem ao seleto grupo dos ''muscle cars''. Já a 2ª (1978-1983) não fez muito sucesso por ser um carro de passeio comum, a exemplo do Charger dos anos 1980.

1ª geração (1970-1974): O Challenger nasceu como uma resposta ao Ford Mustang, que começou a onda dos ''pony cars'', e o Chevrolet Camaro, e foi um dos carros a usar o ''E-body'' da Chrysler, junto com o Plymouth Barracuda, um pouco menor que os concorrentes. O exterior foi desenhado por Carl Cameron, reponsável pelo exterior do Charger. Apesar de ter sido bem recebido pelo público (com 76.935 unidades produzidas para o modelo 1970), o Challenger foi muito criticado pela imprensa, e o segmento dos pony cars começou a decair. A produção da 1ª geração encerrou-se em 1974, com mais de 165 mil unidades produzidas. A gama de motores era farta, indo do seis cilindros em linha Slant 6 ao Hemi V8. Entre as opções de transmissão, estavam as de 3 velocidades (manual e automática com o sistema TorqueFlite, exclusivo da Chrysler) e a de 4 marchas (somente manual).

Dodge Challenger R/T 1970 (Fonte: Wikipedia)

2ª geração (1978-1983): Essa fase do Challenger foi nada menos que a entrada do Mitsubishi Galant Lambda nos Estados Unidos. O veículo também foi importado pela Plymouth, com o nome ''Sapporo''. Essa geração vendeu de 12 mil a 14 mil unidads por ano. Os motores obviamnte eram menores (quatro cilindros, ao invés do seis cilindros e do V8 do modelo anterior).

Dodge Challenger 1979 (Fonte: www.cargurus.com)

3ª geração (2008-hoje): Apresentado simultaneamente nos salões de Chicago e Filadélfia, o novo Challenger resgatou a esportividade do 1º modelo. Muitas componentes de veículos da Mercedes-Benz foram incorporados, como a suspensão traseira W210 Classe E, a transmissão automática de 5 marchas W5A580 e o sistema ESP (controle de estabiliade). Os motores não fazem feio: 3.6 L V6 Pentastar (o mesmo do atual Charger), 3.5 L SOHC V6 e 5.8 L Hemi V8. Além da transmissão vinda da Mercedes, veio a manual de 6 velocidades Tremec TR-6060 (que equipa o Corvette e o Camaro) 

Dodge Challenger 2013 (Fonte: ericpetersautos.com)

Filmes: O modelo dos anos 1970 foi a peça central de Corrida contra o destino (1971), mas apareceu em outros filmes, como +Velozes +Furiosos (2003) e a comédia Antes de Partir (2007),com Jack Nicholson e Morgan Freeman. O modelo mais recente apareceu rapidamente no final de Velozes e Furiosos 5 (2011).

Série: O Challenger é um dos veículos principais em NCIS (6ª temporda em 2008).

Videogames: Figurinha carimbada na franquia Need for Speed, o modelo R/T 440 1971 apareceu pela 1ª vez em Carbon, e continuou em ProStreet e Undercover. O R/T 426 Hemi apareceu em World e The Run. A geração atual apareceu ainda como conceito em Carbon, ProStreet, Undercover, Shift, Shift 2: Unleashed e World. A 1ª aparição oficial como modelo para venda (nesse caso o SRT-8) foi em Nitro (exclusivo para as plataformas Wii e DS), e prosseguiu em Hot Pursuit (2010) e The Run. A participação mais recente foi em Most Wanted (2012), com o modelo SRT-8 392. Driver: San Francisco destacou o modelo R/T 1970, sendo o veículo oficial do detetive John Tanner.


24 de janeiro de 2013

Ford Torino

O carro de hoje teve seu lugar na história dos muscle cars e continua fazendo sucesso, mesmo após 1976 (seu último ano de produção). Falaremos do Ford Torino, que é mais conhecido pelo nome ''Gran Torino''.

História: Foi fabricado de 1968 a 1976 e seu nome remetia a cidade de Turim (Torino em italiano), considerada a Detroit (principal cidade de fabricação de automóveis) da Itália. Nos dois primeiros anos (1968 e 1969) era uma versão mais cara do Fairlane com várias opções de carroceria (conversível, ''hardtop'', ''fastback'', sedã e perua), motor (4.7 L e 4.9 L Windsor V8 e 6.4 L e 7.0 L FE V8) e transmissão (manual de 3 ou 4 marchas e automática de 3 marchas).

Ford Fairlane Torino (versão perua) 1968 (Fonte: Wikipedia)

Em 1970, o Torino tornou-se o modelo principal e o Fairlane passou a ser uma sub-série. O motor 4.7 L Windsor V8 foi trocado pelo 5.8 L, mas mantendo a versão 4.9 L. Saíram os motores FE V8 e entraram as versões 5.8 L Cleveland V8 e 7.0 L 385 Series V8. As opções de transmissão permaneceram inalteradas. Apareceram versões especiais, como a GT e a Cobra, já presentes no Mustang.

Ford Torino GT conversível 1970 (Fonte: Wikipedia)


O último modelo (1972-1976) recebeu o nome ''Gran'' e foi totalmente redesenhado. Os motores foram mantidos, surgindo apenas a versão 6.6 L 335 Series V8. A stransmissões também foram mantidas. O modelo de 1974 recebeu a versão luxuosa Elite para competir com o Chevrolet Monte Carlo.

Ford Gran Torino 1974 (Fonte: Wikipedia)

Filmes: O Gran Torino teve duas aparições em filmes recentes. Em 2008, seu nome deu origem a produção dirigida e estrelada por Clint Eastwood, que interpreta um veterano da Guerra da Coréia que odeia seus vizinhos coreanos. Velozes e Furiosos 4 (2009) marcou a segunda grande aparição do Gran Torino, desta vez pilotado pelo vilão Fênix Calderon (Laz Alonso) que morre nas mãos de Dominic ''Dom'' Toretto (Vin Diesel). O modelo acima, de 1974, foi visto no filme Starsky & Hutch, baseado na série de mesmo nome e estrelado por Ben Stiller e Owen Wilson.

Série: Como visto no tópico anterior, o Gran Torino é o carro principal da dupla de policiais Starsky & Hutch, interpretados na série por Davis Soul e Paul Michael Glaser. 

Videogames: O Gran Torino é uma das figuras centrais do jogo de ação Driver: San Francisco (PS3, Xbox 360, Nintendo Wii, PC e Mac) e também em Juiced 2: Hot Import Nights (Nintendo DS, PC, PSP, PS2, PS3 e Xbox 360). 

18 de janeiro de 2013

Ford Mustang (Parte 5)

Nesta última parte veremos a 5ª geração, lançada em 2005 e que recebeu um facelift em 2010. Também vamos conferir a participação do Mustang em filmes e videogames.

História: A 5ª geração foi apresentada como carro-conceito (um conversível e um coupe) no Salão do Automóvel de Detroit 2003. Um ano depois, no mesmo Salão de Detroit, foi revelado ao público um modelo completamente novo baseado no conceito de 2003 e usando a nova plataforma D2C.
Esse 1º  modelo (2005-2009) tinha 3 opções de motor: 4.0 L V6 Cologne, 4.6 L V8 Modular e 5.4 L V8 Modular Supercharged e podia ser equipado com 3 tipos de transmissão: manual de 5 ou 6 velocidades ou automática de 5 marchas. Vários opcionais foram surgindo ao longo dos anos, como navegador GPS com DVD desenvolvido pela Pioneer (2007), rádio via satélite Sirius (2007) e até mesmo teto de vidro (2009). O sistema Ford Sync, que já estava disponível nos modelos Edge e Fusion, entrou para a linha Mustang em 2009.


Ford Mustang GT 2005-2009 (Fonte: Wikipedia)

O 2º modelo (2010-hoje) foi apresentado em 2008, no Salão do Automóvel de Los Angeles. O exterior teve uma revisão profunda, que resultou em melhora da performance aerodinâmica. O interior também foi renovado, removendo a natureza linear dos modelos anteriores. Os motores V6 Cologne e V8 Modular só foram usados no modelo 2010, sendo substituídos em 2011 pelas versões Duratec V6 e Coyote V8. O motor V8 Modular Supercharged ganhou a variante 5.8 L. As opções de transmissão permaneceram as mesmas de 2005, ganhando apenas a adição da versão automática de 6 marchas.



Ford Mustang GT 2010 (Fonte: Wikipedia)

Filmes: O Mustang teve sua aparição mais famosa no filme de ação Bullitt (1968), onde um modelo 1965 Fastback 2+2 é usado pelo astro Steve McQueen. A versão especial Mach 1 teve uma aparição importante em 007 Os Diamantes são Eternos (1971), numa perseguição contra a polícia de Las Vegas.

Videogames: O Mustang é figurinha carimbada em várias franquias de corrida, como a série Forza (exclusiva do XBOX 360). Ele tem até seu próprio game: Ford Mustang: The Legend Lives (PS2 e XBOX), que conta com modelos dos anos 1960 até a versão 2005.
Como todo bom muscle car, o Mustang não poderia faltar na franquia Need for Speed. E apareceu logo no 1º game da série, de 1994 (Panasonic 3DO, Microsoft Windows e DOS, PS1 e Sega Saturn) como o único carro da polícia. Mas o começo da fama no mundo virtual veio com Hot Pursuit 2 (PC, PS2, XBOX e Nintendo GameCube), graças a versão SVT Cobra R, usada tanto pelos pilotos quanto pela polícia.
Os modelos dos anos 1960 (fastback, conversível e Boss 302) marcaram presença em NFS III: Hot Pursuit, Undercover, World e The Run. O modelo GT de 2003 apareceu só uma vez, em ProStreet (PC, PS2, PS3, PSP, Xbox, X360, Wii, NDS e celular). O modelo GT 2005 é o campeão de aparições: 5 ao todo (de Underground 2 a Undercover). A atual geração apareceu primeiro em Shift (2010) e depois em Hot Pursuit (2011) e Shift 2: Unleashed (2011). A edição especial Boss 302 estreou no jogo online World (2010), estampou a capa de The Run (2011) e retornou na nova versão de Most Wanted (2012). 

8 de janeiro de 2013

Ford Mustang (Parte 4)

Como visto anteriormente, a Ford já planejava uma nova geração do Mustang, a ser lançada em 1994. Veremos hoje como foi essa 4ª geração, que durou 10 anos (1994-2004) e teve 2 modelos diferentes: 1994-1998 e 1999-2004.

História: Para 1994, o Mustang apresentou sua 1ª grande mudança visual em 15 anos. O design, de codinome ''SN-95'', foi baseado numa versão atualizada da plataforma Fox, que foi usada na 3ª geração. O modelo básico vinha com motor 3.8 L V6 Essex de 145 HP (fabricado no Canadá) e com 2 tipos de transmissão: manual de 5 marchas ou automática AOD de 4 marchas. Em 1996, a transmissão AOD foi substituída pela 4R70W, também de 4 marchas.

Nesse 1º período (1994-1998), surgiram duas edições esportivas: GT e Cobra.
A 1ª usava o motor V8 Windsor ''5.0 L'' (a capacidade real era de 4.94 L), que gerava 215 HP. O primeiro modelo, de 1994, venceu o prêmio da revista Motor Trend de ''Carro do Ano''. No ano de 1995 surgiu o Mustang GTS, versão amansada do GT. O modelo 1996 teve uma mudança importante: sai o motor Windsor V8 (em produção desde 1968) e entra o estreante 4.6 L SOHC V8 Modular, com a mesma performance do antecessor. Em 1998, o V8 Modular teve sua potência aumentada para 225 HP, graças a calibração da unidade de controle do motor (ECU em inglês) e um sistema de combustível melhorado.

Ford Mustang GT 1994 (Fonte: AmericanMuscle.com)

A edição Cobra foi preparada pela SVT (Special Vehicle Team) e estava um nível acima do Mustang GT. De 1994 a 1995, usava o motor 5.0 L V8 Windsor, que gerava 240 HP, e transmissão manual de 5 marchas fabricada pela Borg-Warner. A versão Cobra R voltou, desta vez com o motor V8 Windsor modificado pela SVT. O resultado foi um ''monstro'' de 300 HP e um tanque de combustível de 76 litros feito com Kevlar. A transmissão do Cobra R também era manual de 5 marchas, mas fabricada pela Tremec.
O ano de 1996 marcou a estreia do motor 4.6 L V8 Modular DOHC de 305 HP, um pouco mais econômico que o antecessor. 

Ford Mustang SVT Cobra R 1995 (Fonte: ScorpioCars.net)

Durante o período 1999-2004, o Mustang recebeu um facelift com o estilo New Edge (presente na 1ª geração do Focus e também nos modelos Taurus e Explorer). O motor básico continuava sendo o 3.8 L V6 Essex de 190 HP, até ser substituído na 2ª metade de 2004 pelo 3.9 L V6 Essex, com a mesma performance do antecessor. 
A versão Cobra também recebeu o visual New Edge e manteve o motor 4.6 L DOHC, que teve sua potência aumentada para 320 HP. Esse modelo não foi produzido em 2000, pois deu lugar a edição limitada Cobra R.
O Mustang Cobra R 2000 usava um motor 5.4 L DOHC V8 Modular com 385 HP e teve produção limitada a 300 unidades com apenas uma opção de cor: Vermelho Performance. Boa parte do desenvolvimento contou com a ajuda de Jack Roush, fundador e proprietário da Roush Fenway Racing, uma das maiores equipes da NASCAR. 

Ford Mustang SVT Cobra R 2000 (Fonte: Wikipedia)

Outras edições especiais surgiram com o passar do tempo, como a Bullitt (em homenagem ao Mustang 1968 390 usado por Steve McQueen no filme de mesmo nome) e a edição do aniversário de 100 anos da Ford em 2003.

No próximo post falaremos da atual geração, que surgiu em 2005, e as aparições do Mustang em filmes e videogames.

Até lá!




3 de janeiro de 2013

Ford Mustang (Parte 3)

Como vimos antes, o Mustang estava com um ótimo índice de vendas, o que levou a Ford a criar um modelo totalmente novo, que veremos hoje.

História: A 3ª geração ficou por mais de 10 anos no mercado (1979-1993) e foi baseada na larga plataforma Fox, desenvolvida para os ''gêmeos'' Ford Fairmont e Mercury Zephyr que debutaram em 1978. Segundo os entusiastas do gênero, a 3ª geração do Mustang foi dividida em 2 segmentos: 1979 a 1986, com faróis quádruplos e 1987 a 1993, com a frente sem a grade frontal (também conhecida como ''no-grille'').

1979-1982: Na estreia, o interior foi totalmente reestilizado e podia acomodar confortavelmente 4 pessoas, apesar do banco traseiro ser pequeno. O porta-malas ficou maior e o espaço para o motor também. Todos os motores vieram da 2ª geração: 2.3 L 4 cilindros, 2.8 L V6 Cologne (fabricado na Europa) e 4.9 V8 Windsor. As opções de transmissão eram poucas: manual de 4 marchas ou automática de 3 marchas. As edições especiais não ficaram de fora. Assim que o Mustang foi chamado para ser o Pace Car da famosa Indianapolis 500, surgiu a edição Indy 500, com 11 mil unidades produzidas. A edição esportiva Cobra ganhou uma companheira: a Turbo GT.

Ford Mustang Cobra 1981 (Fonte: Auto Gush)

1983-1986: Durante esse tempo, o Mustang sofreu uma leve reestilização. A aparência ficou mais ''aero'', comum em vários Fords da época. Em 1983, a versão conversível voltou após 10 anos de abstenção, em resposta à rival Chrysler. Um ano depois, em 1984,  foi lançada a versão GT 350, em comemoração aos 20 anos do Mustang. Foram produzidas 5.260 modelos nas versões hatchback e conversível. Nesse mesmo ano entrou em cena o Mustang SVO, considerado na época como o mais potente e mais caro Mustang já produzido. 

Ford Mustang SVO 1984 (Fonte: Wikipedia)

1987-1993: Em 1997, o Mustang recebeu sua 1ª grande reestilização desde 1979. As mudanças exteriores eram remanescentes do modelo SVO. O motor V6 foi descontinuado, restando apenas 2 opções de motor: 2.3 L 4 cilindros e 4.9 L V8 Windsor (vendida como ''5.0''). No início da década de 1990, a Ford já planejava uma nova geração, a ser lançada em 1994. Para isso, pequenas mudanças foram feitas até a aposentadoria em 1993. Em seu último ano, o Mustang recebeu a edição especial SVT Cobra, feita em parceria com a recém-lançada divisão SVT (Special Vehicle Team). Uma versão mais cara, a Cobra R, também foi lançada.

 Ford Mustang SVT Cobra 1993 (Fonte: Wikipedia)

No próximo post veremos a 4ª geração (1994-2004), que marcou a estreia do V8 Modular da Ford.

Até lá!

27 de dezembro de 2012

Ford Mustang (Parte 2)

Na 1ª parte vimos a origem do Mustang, sua ascensão e declínio, já que a crise do petróleo forçou os consumidores a optarem por carros menores e mais econômicos. Neste post veremos como a 2ª geração (1974-1978) pôs o Mustang num segmento totalmente diferente do qual estava acostumado, mas que aumentou (e muito) suas vendas.


História: Menor que o modelo da 1ª geração, o Mustang II (nome o qual ficou conhecida essa geração) compartilhou sua plataforma com o sub-compacto Ford Pinto e concorreu no mercado com sub-compactos semi-esportivos como Buick Skyhawk, Oldsmobile Starfire e Chevrolet Monza (este último teve seu nome usado para a versão brasileira do Opel Ascona C). As opções de motorização foram reduzidas para 3: 2.3 L 4 cilindros, 2.8 L Cologne V6 e 4.9 L V8. Ao longo dessa geração, ocorreram mudanças anuais que valeram a pena.

1974: Com um tamanho próximo ao modelo de 1964, o Mustang II venceu o prêmio de Carro do Ano da revista Motor Trend. Surgiu a opção de luxo Ghia, com teto de vinil. As vendas aumentaram muito, tornando-o o 6º Mustang mais vendido da história, com 296.041 unidades vendidas.
1975: Com a crise do petróleo chegando ao fim, a Ford decidiu trazer de volta o V8  para que a performance do Mustang retornasse em ''níveis respeitáveis''. Além da volta do V8, outras mudanças menores foram feitas, como janelas ópera na versão Ghia.
1976: Ocorreram apenas mudanças visuais como o pacote Stallion, que incluía rodas estilizadas, grade frontal preta e para-choques moldados. Outro pacote visual adicionado foi o Cobra II, com grade frontal preta, abertura do capô simulada, spoiler frontal e traseiro e emblemas de cobra.
1977: Entrada do pacote de aparência Sports para a versão Ghia e pequenas mudanças visuais na versão Cobra II.
1978: Surgiu a edição limitada King Cobra, com apenas 4.313 unidades produzidas. Entre os destaques visuais estavam faixas e um adesivo de cobra no capô, bem ao estilo do Pontiac Trans-Am. Só havia o motor V8, apenas para aumentar a imagem de performance do carro.

Ford Mustang II King Cobra 1978 (Fonte: Wikipedia)

Com o bom número de vendas, um Mustang totalmente novo surgiu para o ano-modelo 1979, mas isso fica para a próxima parte.

Até lá!

25 de dezembro de 2012

Ford Mustang (Parte 1)

Hoje vamos falar de mais um clássico americano que deixou sua marca na história do cinema e do universo automotivo: o Ford Mustang.

História: No início, o Mustang foi baseado na 2ª geração do compacto Falcon. A Ford credita o nome do veículo ao desenhista automotivo John Najjar, fã do avião P-51 Mustang, usado na 2ª Guerra Mundial. O modelo teve 5 gerações (1964–1973, 1974–1978, 1979–1993, 1994–2004 e 2005–hoje) e uma 6ª está programada para ser lançada em 2014, provavelmente como modelo 2015.
O Mustang foi introduzido 5 meses antes do início normal da produção anual e fabricado entre o Ford Falcon 1964 e o Mercury Comet 1965. Vinha equipado com motores Thriftpower de 2.8 e 3.3 litros e Windsor V8 (incluindo a variante HiPo) e transmissão manual (3 ou 4 marchas) ou automática de 4 velocidades.
O modelo 1967-1968 tinha uma carroceria mais larga e além dos motores da versão anterior (de 1964), apresentava mais versões V8: FE (e sua variante HiPo) e o mítico Cobra Jet 7.0 litros, que ostentava 335 HP. As opções de transmissão do modelo anterior foram mantidas até 1973. Foi com esse modelo que começaram a surgir as versões especiais. A 1ª foi a California Special ou GT/CS, vendida somente no estado que dá origem ao nome. Ela foi criada como uma resposta para os novos modelos do Camaro, Javelin, Firebird e até mesmo dos companheiros Ford Torino e Mercury Cougar.

Mustang GT/CS 1968 (Fonte: Wikipedia)
 
A versão 1969-1970 introduziu as lâmpadas internas da grade frontal, que permanecem até hoje. Surgiram as edições especiais Mach 1 (com interior luxuoso, rodas de aço e pneus Goodyear Polyglas) e Boss (cujo modelo 429 usava um motor exclusivo e é muito raro hoje em dia). Novas opções de motores V8 foram adicionadas: Cleveland 5.8 L, Boss 4.9 e 7.0 L e Super Cobra Jet 7.0 L.
O fim da 1ª geração veio com o modelo 1971-1973. As poucas novidades foram a substituição do FE V8 pelo HO 5.8 L e a versão Sprint, criada para comemorar a participação dos Estados Unidos nas Olímpiadas de 1972 em Munique. Isso não adiantou para aumentar as vendas do Mustang, que estavam caindo devido a crise do petróleo. Muitos consumidores migraram para os Fords Pinto e Maverick, menores e mais econômicos. O engenheiro responsável pelo Mustang, Lee Iacocca, disse que ''O mercado do Mustang nunca nos deixou, nós é que deixamos ele''.
 
Continuaremos a falar do Mustang em breve.
 
Até lá!
 

19 de dezembro de 2012

Dodge Charger (Parte 2)

Na 1ª parte falamos da origem do Charger e a versão não tão bem-sucedida dos anos 1980. Agora, veremos o Charger de 2006 a 2011 e a atual geração, cujas vendas no Brasil começam em 2013.
 

No ano de 2006, a Dodge decidiu voltar às raízes e ''ressucitar'' a esportividade no Charger sem abrir mão do conforto. Agora como um sedã, substituindo o Dodge Intrepid, O Charger voltou a ganhar espaço no mercado, tanto com motores V6 quanto V8 Hemi. A versão Daytona voltou, agora com a colaboração do grupo de performance R/T (Road and Track).

Charger Daytona R/T 2006-2007 nos Estados Unidos. (Fonte: Wikipedia)
 

O grupo SRT(Street & Racing Technology), de propriedade da Chrysler, criou sua própria versão do Charger, com um V8 Hemi 6.1 de 425 HP, toranado-se o motor mais poderoso que a Chrysler já introduziu em um modelo com transmissão automática de 5 velocidades.

Charger SRT-8 2006 fotografado no estado da Califórnia, EUA. (Fonte: Wikipedia)
 

Outras versões foram feitas, como a Super Bee (nas cores amarela e azul) e a DUB (em parceria com a revista DUB). Uma versão para departeamentos policiais norte-americanos foi feita e é usada até hoje em várias cidades, como Nova York, por exemplo.
 

2011 marcou o início da atual geração, com mudanças no interior e exterior. Os motores Hemi V8 foram mantidos, e o V6 usa a versão Pentastar 3.6 (a mesma empregada no Dodge Journey).

A atual geração, fotografada em Silver Spring, no estado de Maryland, EUA. (Fonte: Wikipedia)
 

Videogames: O Charger ''clássico'' (1969) apareceu pela 1ª vez em Gran Turismo 4 (PS2). Teve presença constante na franquia Need for Speed, começando por Carbon (PC, PS2, PS3, Mac, Xbox 360, GameCube e Wii). Foi visto pela última vez em Shift 2: Unleashed (PC, PS3 e Xbox 360).

A nova geração (2006-atual) começou também em Carbon. A versão Super Bee deu as caras em Undercover (PC, PS2, PS3, PSP, Xbox 360, Wii, DS, N-Gage e iOS). A aparição mais recente foi na versão 2012 de Most Wanted (PC, PS3, X360, PS Vita, iOS, Android e Wii U), sendo usado pela polícia.

 
Cinema: A aparição mais famosa do Charger (modelo 1970) foi em Velozes e Furiosos (2001) pilotado por Dominic ''Dom'' Toretto (Vin Diesel), enfrentando o Toyota Supra de Brian O'Conner (Paul Walker). A atual geração apareceu no 5º filme da franquia (Operação Rio), primeiro como um veículo da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e depois usado por Dom e Brian para roubar o dinheiro do chefão do tráfico de drogas Hernan Reyes (Joaquim de Almeida).
 

Séries: O exemplo mais óbvio é o ''General Lee'' de The Dukes of Hazzard (conhecida no Brasil pelo nome Os Gatões), usado pelos primos Bo e Luke Duke.

18 de dezembro de 2012

Dodge Charger (Parte 1)

Hoje falaremos de um clássico que conquistou tanto americanos quanto brasileiros. Neste caso, o Dodge Charger.

História: O Charger foi desenvolvido pela Dodge, divisão da Chrysler, para ser um meio-termo entre o ''pony car'' Ford Mustang e o luxuoso Ford Thunderbird. Foi produzido de 1966 a 1978, com 4 gerações (1966–1967, 1968–1970, 1971–1974 e 1975–1978), sendo a 2ª a mais famosa. Veio para o Brasil, usando a carroceria do Dodge Dart como base e sendo vendido até 1980, sendo substituído pelo Dodge Magnum, por ser considerado pelo público mais esportivo. O Charger vinha equipado com motores de 318 a 400 polegadas cúbicas, em sua maioria V8, e com transmissão automática de 3 marchas ou manual de 4 velocidades. Em 1969, ganhou a edição limitada Daytona, desenvolvida para vencer corridas importantes da NASCAR. Sua vitória inaugural foi na 1ª Talladega 500, apesar dos principais pilotos da época terem boicotado a corrida. Ao todo foram 22 vitórias entre 1969 e 1970.



Dodge Charger R/T 1969 numa exposição em Montreal, Canadá. (Fonte: Wikipedia)


Em 1983, o Charger voltou com novo visual, inspirado na 3ª geração do Ford Mustang. Havia 4 opções de motor: três deles 2.2(sendo 2 com turbo) e uma versão 1.7, fabricado pela joint-venture Chrysler/Peugeot. A transmissão podia ser de 5 (manual), 4 (manual, fabricada pela Volkswagen), ou 3 (automática) velocidades. Ele foi produzido até 1987.


Charger 1985 em Quebec, Canadá. Note que o logotipo usado no capô era o da Chrysler, e não o da Dodge. (Fonte: Wikipedia)
 
Falaremos em breve sobre o modelo 2006-2011 e também a atual geração, além das aparições em videogames, filmes e séries.
 
Até lá!

17 de dezembro de 2012

Aston Martin DB5

Como prometido, neste post falaremos sobre um carro que, com certeza, ainda está na memória de muitos cinéfilos.
Estamos falando do Aston Martin DB5, mais precisamente do modelo de placa BMT 216A que apareceu no filme 007 Contra Goldfinger.
 
História: O DB5 foi produzido de 1963 a 1965 e foi o primeiro modelo a aparecer após o proprietário da empresa, David Brown (o DB da Aston Martin), parar de competir em corridas em 1963.
Foram fabricados 1.021 modelos no total e muitos existem até hoje. Ele era equipado com um motor de seis cilindros com 4 litros e comando duplo de válvulas.

No filme: O DB5 substituiu o Bentley IV de Bond, e em boa hora. O modelo vinha equipado com acessórios hoje considerados clássicos, como metralhadoras de 7.65 mm que saiam das luzes frontais de seta, banco ejetor, cortador de pneus e uma placa de aço à prova de balas.

Fonte: Coleção Oficial dos Carros de James Bond (Editora Panini)

O carro apareceu 1 ano depois em 007 Contra a Chantagem Atômica, desta vez com uma novidade: canhões de água posicionados sob o para-choque traseiro. O DB5 voltou a aparecer em 007 Contra Goldeneye, correndo contra a Ferrari F355 GTS da vilã Xenia Onatopp. A aparição mais recente foi em 007: Operação Skyfall, correndo pelas estradas da Escócia.

Daniel Craig, o atual intérprete de 007, ao lado do clássico DB5, na Escócia. (Fonte: Divulgação)

Videogames: O DB5 participou de videogames da franquia 007 nos consoles de 5ª, 6ª e 7ª geração. A 1ª vez foi em 007 Racing (PlayStation) de 2000. Em 2001, ele voltaria no FPS Agent Under Fire (Playstation 2, Nintendo GameCube e Xbox). Blood Stone (PC, PlayStation 3, Xbox 360 e Nintendo DS), de 2010, marcou a volta do DB5, sem equipamentos especiais, numa perseguição em Instambul.