29 de setembro de 2014

Chevrolet Corvette (Parte 4)

Após quase 2 meses de hiato, estamos de volta para falar sobre a 4ª geração do Corvette, chamada apenas de C4.

História: Lançado em 1984 (2 anos depois do encerramento do modelo C3), este foi o 1º modelo do Corvette a ser totalmente redesenhado, durando 12 anos (1984 - 1996) e tendo parte de seu estilo moderno e envolto usado nos modelos posteriores (C5 e C6). O motor V8 L98, de 250 CV foi usado até 1992, quando a 2ª geração do motor LT1 foi lançada, além das transmissões automática e manual, ambas de 4 marchas.

Chevrolet Corvette 1984 (Fonte: media.caranddriver.com)

Em 1990, nasceu o Corvette ZR1, modelo que quebrou recordes de velocidade em sua época, todos eles reconhecidos pela FIA (Federação Internacional de Automóveis). Sua história começou em 1986, quando a General Motors comprou a fabricante inglesa Lotus (responsável pelo Esprit, Elise, entre outros) e rapidamente a divisão da Chevrolet responsável pelo Corvette usou a Lotus para desenvolver um novo motor, com o objetivo de tornar o Corvette no melhor carro esportivo de produção do mundo, como podemos ver no anúncio abaixo.    

Anúncio do Corvette 1984 (Fonte: http://3.bp.blogspot.com)

Realmente o ZR1 se tornou um dos melhores modelos já feitos pela Chevrolet, podendo ser usado tanto  diariamente quanto em pistas de corrida, onde o ZR1 mostrava todo seu potencial.

Motor LT5, criado pela Lotus e usado no Corvette ZR1 (fonte: wikipedia.org)

Durante seus 12 anos de vivência, o Corvette C4 se tornou pace car da Indy 500 duas vezes (1986 e 1995), além das versões de aniversário, com pinturas especiais e tiragem limitada. 

Corvette Indy 500 (Conversível) (fonte: www.autotraderclassics.com)

A produção do Corvette C4 se encerrou em 1996, com a edição especial Grand Sport (GS), equipada com o motor V8 LT4 que produzia 330 cv. 

Corvette Grand Sport 1996 (fonte: www.superchevy.com)

No próximo encontro veremos a quinta geração (C5) que durou de 1997 a 2004.
Até lá!





31 de julho de 2014

Chevrolet Corvette (Parte 3)

Continuando nossa série sobre o Corvette, vamos falar hoje sobre a 3ª geração deste carro (ou a 2ª do modelo Sting Ray, se preferirem), conhecida pela sigla "C3".


História: A 3ª geração do Corvette foi desenvolvida a partir do conceito 'Mako Shark II", mostrado ao público pela 1ª vez em 1964. Inclusive há uma história interessante sobre este carro-conceito: A General Motors tentou de tudo para manter segredo sobre a futura geração do Corvette, mas o lançamento da linha de miniaturas Hot Wheels da empresa Mattel semanas antes da apresentação oficial do modelo trouxe um modelo de grande interesse aos fãs do Corvette: o "Custom Corvette", um modelo do Corvette 1968 autorizado pela GM.

Lançado em 1968, o Corvette C3 teve seu interior e exterior completamente redesenhados, mantendo as versões coupé e conversível. Dentre os itens que eram inovações para a época estão faróis e limpadores de para-brisa escondidos e a transmissão automática Turbo-Hydramatic de 3 marchas, substituindo o sistema Powerglide usado na 2ª geração. Os motores possuiam as variações "Big Block" e "Small Block", ambos V8 e com potência variada entre 300 e 400 HP. Poucas alterações foram feitas no modelo de 1969, incluindo o fim da transmissão manual de 3 velocidades.

 Corvette C3 1968 (Fonte: fwallpapers.com)

Assim como em 1969, o Corvette C3 sofreu poucas mudanças entre 1970 e 1971. Foi nesse período que surgiu o pacote de motorização especial ZR1, que existe até hoje. 

Corvette C3 ZR1 1970 (Fonte: corvetteactioncenter.com)

Com apenas 3 opções de motor, o modelo de 1972 foi o último a apresentar vidro traseiro removível e para-choques frontais e traseiros cromados. Apenas uma novidade foi apresentada: a famosa grelha frontal em formato "caixa de ovo". 

Variante conversível do Corvette C3 1972 (Fonte: flickr.com)

O ano de 1973 trouxe um modelo com mudanças mais substanciais, como melhor isolamento acústico e motores mais econômicos, transformando-o em um esportivo "touring" (nome dado a carros abertos que levam 4 ou mais passageiros). Infelizmente, neste mesmo ano, aconteceu a crise do petróleo, causando queda nas vendas de carros com alto consumo de combustível, como os esportivos (incluindo Camaro, Mustang e o próprio Corvette). 
Para tentar reverter esse quadro, em 1974, o motor "big block" foi extinto e motorizações menos potentes, com 195 HP (e consequentemente mais econômicas), foram oferecidas ao consumidor.

 
Corvette C3 1974 (Versão coupé) (Fonte: www.fastlanecars.com)


No próximo post vamos continuar falando sobre o Corvette C3, mais precisamente de 1975 a 1982. 
Até a próxima!


29 de junho de 2014

Chevrolet Corvette (Parte 2)

Como prometido, vamos continuar falando sobre o Corvette, agora destacando a segunda geração, conhecida pelo nome "Sting Ray".

História: Apesar de ter durado apenas quatro anos (1963-1967), esta geração do Corvette ficou marcada pelo design revolucionário para a época, que lembrava uma arraia. O interior também mereceu atenção, com a fibra de vidro ainda presente nos painéis externos, mas agora com o dobro de aço, se compararmos com a primeira geração.

 Corvette 1963 Conversível (Fonte: motortrend.com)

Motorização: Muitos motores da 1ª geração foram mantidos, com quatro motores V8 327 "small block" e três tipos de transmissões (duas manuais e uma automática).  Os discos dos freios foram alargados, para transmitir mais segurança e diminuir o tempo de frenagem. 

Corvette Grand Sport: Poucos sabem, mas o Corvette Sting Ray ganhou uma versão específica para corridas! Essa história começou em 1962, quando o chefe de engenharia do Corvette, Zora Arkus-Duntov, estava desenvolvendo a 2ª geração, e a exemplo do que a Ford fez com o Shelby Cobra, Duntov planejava construir 125 Corvettes Grand Sport para disputar competições internacionais. Os executivos da GM descobriram o plano de Duntov e apenas 5 modelos foram construídos, tornando-se os Corvettes mais valiosos da história. Hoje, todos estão em coleções particulares. 

Corvette Grand Sport 1963 - O 2º dos 5 fabricados pela Chevrolet. (Fonte: corvetteactioncenter.com)

Vídeo: Aqui está um vídeo (em inglês) falando sobre o Corvette Grand Sport, inclusive com uma rápida demonstração do modelo! 


Em 1968, surgiu a 3ª geração do Corvette, que ficou mais conhecida por ser a 2ª geração do Sting Ray. Mas esse assunto fica para o próximo post.
Até lá!

17 de junho de 2014

Chevrolet Corvette (Parte 1)

Após um mês de ausência, voltamos para falar sobre o Chevrolet Corvette, mais conhecido como o "Carro esporte da América".

Corvette C1 (1953-1962): A história desta primeira geração começou bem antes dos anos 50, em 1927, quando a General Motors (proprietária da Chevrolet) contratou o designer de automóveis Harley Earl, um amante de esportivos. Ele convenceu a GM sobre a produção de um esportivo de dois lugares, e com sua equipe de Projetos Especiais deu início ao Projeto Opel no fim de 1951. O resultado foi o protótipo EX-122, totalmente feito à mão e apresentado ao público somente em 1953 na GM Motorama (exposição exclusiva da GM feita em Nova York, iniciada em 1949 e terminada em 1961, quase sempre feita em conjunto com o Salão de Nova York). O protótipo despertou tanto o interesse do público que a produção começou seis meses após a apresentação oficial.

Exterior: Até a primeira metade de 1953, 300 Corvettes foram fabricados à mão. Na segunda metade deste mesmo ano, uma linha de montagem foi estabelecida em uma velha fábrica de picapes em Flint, Michigan (EUA), até que uma fábrica fosse preparada para produzir o Corvette em larga escala, o que aconteceu em 1954. O corpo do veículo foi feito com material de fibra de vidro (algo revolucionário para a época), devido a uma política de cotas remanescente da Segunda Guerra Mundial que limitava a disponibilidade de aço no país.

O primeiro Corvette, de 1953. (Fonte: http://www.corvetteactioncenter.com)

Contudo, o interior usava componentes da linha usual de veículos da Chevrolet, como o motor de seis cilindros "Blue Flame", transmissão automática Powerglide de duas velocidades e freios a tambor. Infelizmente a performance desta primeira geração era pífia, se comparada com a aos rivais britânicos e italianos, que ofereciam transmissão manual e freios melhores. Um supercharger centrifugal Paxton foi oferecido em 1954, melhorando muito a performance do Corvette, mas isto não fez com que as vendas parassem de cair. 
A Chevrolet considerou engavetar o Corvette, não fosse por três importantes eventos. O primeiro foi a introdução do novo motor V8 da Chevrolet em 1955, algo que não acontecia desde 1919. Com transmissão manual de três velocidades, a performance do Corvette teve um aumento considerável. 
O segundo evento foi a influência de Zora Arkus-Duntov, um imigrante russo e funcionário do departamento de engenharia da GM. Ele sugeriu a inserção do motor V8 no Corvette, melhorando a imagem do carro. Em 1956, foi promovido para o cargo de diretor da divisão de Design e Desenvolvimento de veículos de alta performance da Chevrolet, ganhando o apelido de "Pai do Corvette". 
O terceiro e último fator importante para o sucesso do Corvette foi a própria concorrência. Em 1955, a Ford lançou o Thunderbird, considerado um "carro de luxo pessoal", e não um esportivo. Com isto, as vendas aumentaram, colocando a Chevrolet no competitivo mercado de esportivos.

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Interior do Corvette 1954 (Fonte: flickr.com)

Modelos seguintes: Em 1956, o Corvette sofreu poucas alterações, como mudança no chassi, aumento da potência do V8 "small-block" (de 210 HP para 240 HP) e injeção direta de combustível (esta última disponível como opcional). 

O modelo 1958-1960 recebeu detalhes cromados, comuns na época, além de aumento na potência no motor (de 240 HP para 290 HP). 

Os anos de 1961 e 1962 marcaram a último modelo desta primeira geração. Foram introduzidas quatro luzes traseiras, que continuam até hoje, além de mudanças no motor, cuja potência saltou para 360 HP nos modelos mais caros.


Corvette 1962, o último modelo desta primeira geração. (Fonte: www.hurst-drivelines.com)

No próximo post, veremos a segunda geração, que durou de 1963 a 1967 e introduziu o icônico modelo Sting Ray. 
Até lá!

 

11 de maio de 2014

Dodge Challenger (English)



A partir de hoje, estaremos re-postando alguns artigos, desta vez em inglês, devido ao grande nº de visitas internacionais. 
Starting from today, we're reposting some articles, this time in English, due to the great number of international visits.

Today's car, another success of Dodge, was and still is a strong competitor to the dual Mustang / Camaro. We'll talk today about the Challenger.

History: The Challenger, throughout its history, has had three generations: the 1st (1970-1974) and the 3rd and most current (2008-today) belong to the select group of'' muscle cars''. The 2nd (1978-1983) was not very successful because it is a common ride car, like the 1980s Charger.

1st Generation (1970-1974): The Challenger was born as an answer to the Ford Mustang, which started the wave of'''' pony cars, and the Chevrolet Camaro, and was one of the cars using Chrysler's "E-body", along with the Plymouth Barracuda, a little lower than its competitors. The exterior was designed by Carl Cameron, responsable of Charger's outside. Despite being well received by the public (with 76,935 units produced for the 1970 model), the Challenger was criticized by the press, and the segment of the pony cars began to decline. The production of 1st generation ended in 1974 with more than 165,000 units produced. The engine range was plentiful, ranging from six-cylinder Hemi V8 to Slant 6 in-line. The transmission options were the 3-speed (manual and automatic with TorqueFlite system, exclusive to the Chrysler models) and 4-speed (manual only).

Dodge Challenger R / T 1970 (Source: Wikipedia)

2nd Generation (1978-1983): This phase of the Challenger was nothing less than the Mitsubishi Galant Lambda entry in the United States. The vehicle was also imported by Plymouth, named Sapporo. This generation has sold 12 thousand to 14 thousand units per year. Obviously, the engines were smaller (four-cylinder, rather than the six-cylinder and V8 from the previous model).

Dodge Challenger 1979 (Source: www.cargurus.com)

3rd Generation (2008-today): Presented simultaneously in the Car Halls of Chicago and Philadelphia, the new Challenger rescued the sportiness of the 1st model. Many components of vehicles from Mercedes-Benz have been incorporated, as the W210 E-Class rear suspension, 5-speed W5A580 automatic transmission and ESP (estability control). The engines do not make ugly: 3.6 L V6 Pentastar (same as the current Charger), 3.5 LV6 SOHC and 5.8 L V8 Hemi. Further than Mercedes transmission, it also came the 6-speed Tremec TR-6060 manual transmission (fitted to the Corvette and Camaro).

2013 Dodge Challenger (source: ericpetersautos.com)

Movies: The 1970s model was the centerpiece of Vanishing Point (1971), but appeared in other films such as 2 Fast 2 Furious (2003) and the comedy The Bucket List (2007) with Jack Nicholson and Morgan Freeman. The latest model appeared briefly at the end of Fast and Furious 5 (2011).

Series: The Challenger is one of the main vehicles at NCIS (6th season - 2008).

Videogames: With constant appearances in the Need for Speed ​​franchise, the R / T 440 1971 model appeared for the 1st time in Carbon, and continued in ProStreet and Undercover. The R / T 426 Hemi appeared in The Run, The World and current generation still appeared as a concept in Carbon, ProStreet, Undercover, Shift, Shift 2: Unleashed and World. The 1st official appearance as a model for sale (in this case the SRT-8) was in Nitro (exclusive to the Wii and DS platforms), and continued in Hot Pursuit (2010) and The Run. The latest participation was in Most Wanted ( 2012), with the SRT-8 392 model.
Driver:. San Francisco highlighted the R / T model 1970, being the official vehicle of Detective John Tanner.



19 de abril de 2014

Nissan Skyline GT-R (Quarta Parte)

Nesta última parte, veremos o Nissan GT-R, nova versão do Skyline, além de sua participação em filmes e games.

História: Com o fim da produção da versão R34 do Skyline GT-R em 2002, a Nissan anunciou que iria separar o modelo GT-R do nome Skyline, criando um veículo totalmente diferente. A 1ª amostra veio em 2001, com a apresentação do GT-R Prototype, que mostrava como um GT-R do século 21 deveria parecer. No Tokyo Motor Show de 2005, foi revelado um conceito refeito, o GT-R Proto, constatando que o modelo final usaria de 80 a 90% do desenho deste conceito.


Acima: GT-R Protype (2001). Abaixo: GT-R Proto (2005). Note que a frente foi alargada (assim como os faróis) e foi colocado um aerofólio na traseira. 

A versão final foi lançada no mesmo Tokyo Motor Show em 2007, e lançada no mercado japonês em dezembro desse mesmo ano, chegando aos EUA em julho de 2008 e na Europa em março de 2009. 
Shiro Nakamura, chefe de criação da Nissan, se inspirou nos robôs gigantes da série Gundam para criar o GT-R. E ainda disse que ''o GT-R é único pois não é simplesmente uma cópia de um supercarro desenvolvido na Europa; ele realmente reflete a cultura japonesa.'' Inclusive o estúdio Polyphony Digital, criador da série de videogames Gran Turismo, foi contratado para criar o display multi-funcional. 
Uma leve reestilização foi feita em 2011, incluindo um novo para-choque frontal com LEDs integrados. 



Acima: GT-R 2007 (Em exposição na Galeria da Nissan em Tóquio) Abaixo: GT-R 2012 (Agora com faróis de milha de LED integrados ao para-choque frontal)

Motorização: O Nissan GT-R é movido pelo V6 DOHC VR38DETT 3.8 L com dois turbos, uma evolução da bem sucedida série de motores VQ (que também equipou modelos da Renault e Suzuki), que atingia 485 HP até 2010, quando motor e torque foram atualizados, aumentando a potência para 523 HP. A transmissão semi-automática de 6 marchas com dupla embreagem, desenvolvida pela BorgWarner, aliada ao sistema de tração ATTESA E-TS, criado pela própria Nissan, garantem estabilidade ao veículo, além de poder enfrentar terrenos acidentados sem problemas. 

Filmes: Ao longo de sua trajetória, tanto o Skyline quanto o GT-R apareceram em vários filmes, principalmente naqueles ligados ao universo automotivo.
O exemplo mais nítido é a franquia Velozes e Furiosos, começando pelo 1º filme, de 2001, quando vemos um R33 amarelo pilotado por um membro da gangue de Dom Toretto (Vin Diesel). 


O R33 volta a aparecer na referida franquia em ''Desafio em Tóquio'' (2006), agora disputando uma corrida contra Han (Sung Kang) em seu Mazda RX-7 modificado.


O modelo R34 (sem dúvida o mais famoso de todos) parece ser o veículo preferido de Brian O'Conner (Paul Walker) na franquia. A 1ª aparição ocorreu no começo de ''+ Velozes, + Furiosos'' (2003) durante uma corrida ilegal nas ruas de Miami, nos EUA. O R34 voltou algum tempo depois em ''Velozes e Furiosos 4'' (2009), novamente pilotado por Brian, agora um agente do FBI. 


O Skyline GT-R R34 em dois momentos: acima, em ''+ Velozes, + Furiosos'', e abaixo, em ''Velozes e Furiosos 4''.

Já o GT-R atual teve participações mais tímidas, sendo a mais recente na primeira cena de ''Velozes e Furiosos 6: Operação Rio'' (2013), disputando uma corrida contra o Dodge Challenger de Dom Toretto nas Ilhas Canário, localizadas na Espanha.


Games: O Skyline GT-R é campeão de aparições nas franquia Gran Turismo (incluindo os modelos mais antigos) e Need for Speed. Prova disso é o jogo online NFS World, que traz os modelos 2000GT-R (1969), R32 e R34. O modelo R34, por ser mais conhecido, apareceu em High Stakes, Underground, Underground 2, ProStreet, Undercover, Shift, Shift 2: Unleashed e Most Wanted (este, de 2012). 
O atual modelo foi disponível pela primeira vez em ProStreet ainda como protótipo. O modelo final apareceu primeiro em ProStreet e depois em Undercover, Shift e Shift 2, World, Hot Pursuit (2010), The Run, Most Wanted (2012) e o mais recente, Rivals. 




14 de outubro de 2013

Nissan Skyline GT-R (Terceira Parte)

Hoje vamos ver a quinta e última geração do Skyline GT-R, que durou de 1999 a 2002, antes de dar lugar ao Nissan GT-R, que chegou às lojas apenas em 2008.

História: Criado para ser mais curto que o R33 (muito ''volumoso'', segundo os consumidores) e desenvolvido no autódromo de Nürburgring (Alemanha), a geração R34 trazia um diferencial para a época: o display de multi-função Nismo (MFD), um visor LCD multi-função de 5.8 polegadas que mostrava leituras ao vivo de partes importantes do carro, como pressão do turbo, temperatura do óleo e água, entre outros. Assim como o R33, o Skyline R34 tinha a versão V-Spec (Victory Specification), equipada com o sistema de tração ATTESA E-TS, além de uma suspensão mais firme e difusor de ar fabricado com fibra de carbono, desenvolvido para melhorar o fluxo de ar debaixo do carro. O motor continuava sendo o seis cilndros em linha RB26DETT 2.6 L. A transmissão passou a usar 6 marchas manuais ao invés de cinco. Assim como os modelos anteriores, o Skyline GT-R permaneceu mais barato que seus concorrentes europeus.

O ano de 2002 foi o último da geração R34. Para encerrar esse ciclo, a Nissan lançou duas versões baseadas em Nürburgring: GT-R V-spec II Nür e GT-R M-spec Nür. Após o fim da produção, a Nissan anunciou que separaria o modelo GT-R do nome Skyline, criando um veículo totalmente novo, apesar de ser fabricado na mesma plataforma que o Skyline. Sendo assim, o Nissan GT-R foi apresentado ao público no ano de 2007 em Tóquio. Mas isso é assunto para o próximo post.

Skyline GT-R R34 na cor azul, a mais conhecida até hoje. (Fonte: www.ebbro.com)

Interior do R34 com o display multi-função (MFD) no topo do painel central. (Fonte: i2.smotra.ru)

Vídeo: Reportagem sobre o GT-R R34 do programa Top Gear da BBC.


Na última matéria sobre o GT-R vamos ver o atual modelo, além de sua trajétoria em filmes e videogames.
Até lá!

 

22 de agosto de 2013

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Finalmente batemos a marca de 500 visualizações! Isso é muito bom, pois vemos nosso trabalho ser reconhecido não só aqui no Brasil, mas também em outros países. Mas essa marca não seria possível sem o apoio daqueles que acompanham o blog. 
Por isso, só temos uma única coisa a dizer: MUITO OBRIGADO!

E que venham outros 500...

Nissan Skyline GT-R (Segunda Parte)

Na 1ª parte vimos o começo do Skyline e seu futuro já definido.
Hoje vamos acompanhar como foi sua volta no fim da década de 80 até o encerramento dos anos 90.

3ª geração (1989-1994): Também conhecida pelo codinome R32, essa geração trouxe um layout que permaneceu até 2002: cupê de 2 portas com motor frontal, tração nas quatro rodas (uma novidade para esportivos na época) e os quatro faróis traseiros redondos, uma das marcas registradas do Skyline. Ao todo, quase 44.000 veículos foram vendidos, muitos na cor branca, já que ela representa o Japão em competições automotivas internacionais, como o Grupo A e o Grupo N, onde o GT-R R32 fez muito sucesso.

Interior do Skyline GT-R R32, com a tradicional "mão inglesa". (Fonte: motortrend.com)

Versão do R32 feita pela NISMO, preparadora oficial da Nissan. (Fonte: japanesesportcars.com)

4ª geração (1995-1998): Desenvolvida em 1995 com o código E-BCNR33 (ou R33), a quarta geração do Skyline GT-R tinha o motor quase idêntico ao do modelo anterior, usando os mesmos turbocompressores e a mesma especificação da caixa de transmissão manual, apesar das sincronizações terem sido feitas para ficarem mais fortes. A versão V-spec recebeu freios ABS independentes nas quatro rodas. 
Em 1997, antes de sair de linha, foi lançada uma edição especial do R33 chamada 400R (o "R" vem de Racing), com 400 CV de potência e quase 300 km/h de velocidade, sem falar que levava apenas quatro segundos para chegar a 97 km/h. Apesar dos números expressivos, foram produzidas apenas 44 unidades desse modelo. 

Interior do Skyline GT-R R33 com transmissão automática de 4 marchas. (Fonte: carsfolia.com)

Exemplar do Skyline GT-R R33 na Nissan Gallery, localizada no distrito de Ginza em Tóquio, Japão. (Fonte: commons.wikimedia.org)

Vídeo: Acompanhe um teste do R33 feito por Jeremy Clarkson na seguinte reportagem do programa Top Gear da BBC. 



Em nosso próximo encontro veremos a 5ª (e mais famosa) geração do Skyline, que durou até 2002 e o Nissan GT-R propriamente dito, que foi apresentado em 2007.
Até lá!