8 de julho de 2016

Novo jogo da Fórmula 1 terá capa exclusiva para a América Latina

A partir de hoje, o Carro em Cena abre espaço pra o universo dos games! E nada como começar com uma notícia relacionada ao universo automotivo.

A produtora Codemasters revelou que "F1 2016", jogo da atual temporada da Fórmula 1 terá uma capa exclusiva para a América Latina com pilotos locais, a exemplo de jogos de futebol (como FIFA e PES).

Capa do novo F1 2016 (Crédito: Divulgação)


A capa conta com os pilotos brasileiros Felipe Massa (Williams) e Felipe Nasr (Sauber), além dos mexicanos Sérgio Perez (Force India) e Esteban Gutiérrez (Haas). Completando a lista está o atual campeão Lewis Hamilton, da Mercedes.

Outra novidade anunciada é o modo multiplayer, que poderá suportar até 22 jogadores simultaneamente, possibilitando uma corrida inteira feita apenas com jogadores.

"F1: 2016" será lançado em 19 de agosto para PS4, Xbox One e PC.

Mustang roda por 1.200 km na Noruega sem reabastecer

Quando se pensa em economia de combustível, logo vem a nossa cabeça carros com motor 1.0, veículos hibrídos, elétricos ou ainda, turbinados, devido a tendência mundial do downsizing (motores menores e mais eficientes). Mas recentemente, dois pilotos noruegueses bateram um recorde de economia com um esportivo que ignora a economia: um Ford Mustang.


A dupla de pilotos Knut Wilthil e Henrik Borchgrevink percorreu exatos 1.249,3 km, saindo de Bodo (Círculo Ártico) até chegar ao sul de Oslo, com apenas um tanque de gasolina em um Mustang com motor 2.3 Ecoboost. Por usar um turbocompressor, este motor da família Ecoboost (lançada em 2010 no Mondeo europeu) gera incríveis 310 cv e 44,2 mkgf. O consumo médio ficou em torno de 20,53 km/l. Para efeito de comparação, o veículo a gasolina mais econômico à venda no Brasil é o Toyota Prius (híbrido), que faz 18,9 km/l na cidade e 17 km/l na estrada.

Dupla de pilotos noruegueses percorreu mais de 1.200 km em um Mustang com turbocompressor
(Crédito - Divulgação)

Mas, para alcançar tal feito, o Mustang teve que rodar em velocidade baixa - tão baixa que a polícia parou o veículo. "Motoristas acionaram a polícia dizendo ter visto um carro esporte vermelho rodando de forma lenta e suspeita na estrada principal", conta Wilthil.

Mas esse não foi o primeiro desafio feito pela dupla. Em 2012 Wilthil e Borchgrevink percorreram 2.534 km de Helsinki (capital da Finlândia) até Oslo em um Mondeo com motor a diesel (com maior autonomia em relação aos motores a etanol e gasolina).



15 de junho de 2016

Fama passageira no mundo automotivo

Assim como acontece com artistas da TV e do cinema, alguns automóveis podem fazer grande sucesso e, de uma hora para outra, caem no ostracismo, seja porque seu segmento não está mais fazendo sucesso, seja por erros ou apostas malfeitas da fabricante. Vamos a alguns exemplos:

Hyundai i30: Lançado em 2009 com uma agressiva campanha de marketing na TV com frases como "Se você admira a tecnologia da Mercedes, o design e a esportividade do BMW Série 1, e a perfeição dos luxuosos ingleses", o hatch coreano emplacou quase 36 mil unidades em 2010, liderando seu segmento superando concorrentes como Volkswagen Golf e Ford Focus. A queda começou com a chegada da segunda geração, em 2012, que se parece muito com o HB20 (fabricado no Brasil), com quem dividiu o motor 1.6, considerado muito fraco para um carro de seu porte, e o alto preço. Mesmo adotando um motor 1.8 de 150 cv a partir de 2014, o novo i30 não decolou: até maio deste ano, ele vendeu pouco mais de 241 unidades, superando apenas o Peugeot 308 (323 unidades vendidas), de acordo com a Fenabrave.

Atual geração do Hyundai i30 não conseguiu repetir a fama da anterior (Foto: Divulgação)


Kia Soul: Anunciado como um carro "sem categoria", devido ao seu formato diferente, o modelo da também sul-coreana Kia estreou no Brasil também em 2009, vendendo quase 18 mil unidades em 2011.
Em 2015, vendeu míseras 508 unidades. Os motivos: o preço abusivo (a partir de R$ 89.990), o mesmo motor 1.6 flex do HB20 (já que a Kia pertence a Hyundai) e as poucas alterações no visual.

Com poucas mudanças estéticas e preço salgado, o Kia Soul caiu no esquecimento (Foto: Divulgação) 


Hyundai Azera: Em 2011, quando desembarcou no Brasil, este sedã grande vendeu mais de 8 mil unidades, graças ao preço convidativo (menos de R$ 70.000) e o bom desempenho do motor 3.3 V6 de 235 cv. Hoje, mesmo completamente renovado, teve pouco mais de 153 emplacamentos, ficando de atrás de BMW 320, os Mercedes Classe C e CLA 200, Audi A4 e Jaguar XE.

Mesmo com visual atrativo, Azera vende menos que rivais alemães (Foto: Divulgação)


Chevrolet Captiva: Produzido no México e lançado no país em 2008, a Captiva (que já contou com motor V6 de 261 cv e tração 4x4, amarga a posição 26 do inchado segmento dos SUVs, com 569 emplacamentos no acumulado de 2016.

A Captiva atual permaneceu inalterada desde seu lançamento, em 2008 (Foto: Divulgação)

2 de maio de 2016

Volkswagen Amarok ganha novo visual e inédito motor V6

Após o escândalo do "dieselgate", que consistiu numa fraude em testes de emissões de poluentes em veículos movidos a diesel, a Volkswagen divulgou hoje a nova versão da sua picape Amarok, um dos veículos mais afetados pelo escândalo.

Nova Amarok 2017 (Foto: Divulgação)

Com um leve retoque no visual (incluindo nova grade frontal, pará-choques frontais e faróis semelhantes aos da nova geração de Gol e Voyage), a Amarok ganhará uma importante novidade debaixo do capô (válida por enquanto apenas na Europa): um inédito motor V6 3.0 turbodiesel, para substituir o 2.0 TDI biturbo, responsável pela fraude em emissões revelada no ano passado. A potência desse novo V6 varia entre 163, 204 e 224 cv. Tudo isso atrelado a dois tipos de transmissão: manual de seis marchas ou automática de oito, com opções de tração 4x2 ou 4x4.
A Volkswagen do Brasil, por enquanto, não confirma a vinda da Amarok V6 para nosso País. Mas seria bom se a nova Amarok viesse o quanto antes para não perder terreno para suas rivais já reestilizadas: Chevrolet S10, Toyota Hilux e Ford Ranger, sem falar nas orientais Nissan Frontier e Mitsubishi L2000, que ganham novas versões ainda neste ano. Quanto ao motor, se confirmada, a Amariok V6 pode se tornar a picape mais potente à venda no Brasil, superando a atual L2000 (cujo V6 flex rende 205 cv com etanol e 200 com gasolina).

5 de abril de 2016

Mercedes-Benz C180 agora é nacional e flex

Assim como as suas rivais Audi e BMW (coincidentemente ambas alemãs), a Mercedes-Benz inaugurou uma fábrica no Brasil, mais exatamente há duas semanas, na cidade de Iracemapólis (SP). E para não repetir o fiasco que foi a produção do Classe A entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000, o primeiro modelo a sair da fábrica será o conhecido C180, mas com uma importante novidade: motor bicombustível, tecnologia já usada nos Classes A, B, GLA e CLA.

Modelo alemão pode rodar com etanol ou gasolina (Fonte: Divulgação)

O novo propulsor 1.6 flex turbo com injeção direta traz o mesmo desempenho do motor anterior: 156 cv de potência, aliado a uma transmissão automática de sete marchas.
Segundo a própria Mercedes, não houve alterações em nenhum sistema do Classe C para a inserção da tecnologia flex. Sendo assim, itens como start-stop e modos de condução funcionam normalmente. Na lista de itens de série do C180, estão controle de velocidade, sensor de chuva, central multimídia, dentre outros.

Interior do Mercedes-Benz C180 (Fonte: Divulgação)

A única dúvida é se haverá redução no preço do Classe C (que custa a partir de R$144.900) devido a nacionalização do modelo, visto que outros carros alemães feitos no Brasil (como o Audi A3 e o BMW 320i, este último também flex) continuaram com os mesmos preços de quando eram importados mesmo com fabricação local.

Peugeot renova 208 e lança versão esportiva GT

Após desembarcar no Brasil em 2013, o Peugeot 208 não vai bem nas vendas (mesmo tendo conquistado o primeiro lugar em sua categoria na pesquisa "Os Eleitos" da revista Quatro Rodas em 2015). Para recuperar o terreno frente a seus rivais Renault Sandero e Ford New Fiesta, a Peugeot anunciou ontem mudanças importantes em seu hatch compacto. Além de um facelift com poucas alterações idêntico ao de seu gêmeo europeu, o novo 208 ganha dois motores novos para fazer companhia ao atual 1.6 16V de 112 / 115 cv: o inédito 1.2 tri-cilíndrico e o já conhecido 1.6 THP Turbo (usado nos modelos 308, 408 e 2008), exclusivo da nova versão esportiva GT.
 
Peugeot 208 em sua versão intermediária Allure (Fonte: Divulgação)

O principal destaque desta nova versão do 208 é o novo motor 1.2 de três cilindros com 12 válvulas (nomeado PureTech), que entra no lugar do 1.5 de quatro cilindros. Produzindo 90 cv quando abastecido com etanol e 84 com gasolina, o PureTech ostenta o título de motor mais econômico do Brasil, de acordo com avaliações do Inmetro. O novo 208 faz 15,1 km/l na cidade e 16,9 km/l na estrada com gasolina, enquanto que com etanol, o consumo vai para 10,9 km/l em ciclo urbano e 11,7 km/l em ciclo rodoviário. O motor PureTech pode ser encontrado nas versões básicas (Active e Active Pack) e intermediárias (Allure), acoplado a uma transmissão de manual de cinco marchas.

Já o atual motor 1.6 16V de 112 / 115 cv continua sendo oferecido nas versões Allure e Griffe, além de estar incluso na versão Sport (que na verdade, é esportiva só no nome e no visual, pois o verdadeiro 208 esportivo é o mais caro da linha).

Na nova versão GT, motor turbo flex de 173 cv (Fonte: Divulgação)

A outra novidade é a versão top de linha GT, que conta com o motor 1.6 THP turbo flex de 173 / 166 cv de potência, além de muitos itens de série, como ar-condicionado digital de duas zonas, direção elétrica, piloto automático, bancos e volante revestidos em couro, faróis elípticos com luz diurna e guia de luz à LED, central multimídia com GPS, dentre outros.

 Interior do 208 GT traz central multimídia e volante multifuncional (Fonte: Divulgação)

Os preços variam de R$ 48.190 (Allure 1.2) a R$ 78.990 (GT 1.6 THP).

1 de abril de 2016

Toyota Etios 1.5 ganhará transmissão automática

Uma boa notícia para quem não liga para o visual de seu futuro carro: em breve, o Toyota Etios (em suas versões com motor 1.5) será automático!

Compacto ainda vai ganhar novo visual (Fonte: Divulgação)


Segundo uma fonte ligada a Toyota, o compacto de entrada da fabricante japonesa terá a mesma transmissão automática de quatro marchas da geração anterior do Corolla.

Como dito no começo desta matéria, apenas as versões com motor 1.5 receberão a caixa do Corolla. Além desta novidade, o Etios deve passar por uma leve reestilização e receber equipamentos novos. Vai valer a pena esperar um pouco para poder comprar o "novo" Etios!

Chevrolet contra-ataca Ford e define lançamento da nova S10 para abril

A Ford mal divulgou o lançamento da nova geração da picape Ranger e a Chevrolet, em pouco tempo, rebateu com o anúncio do lançamento da nova S10 para o mês de abril.

De acordo com algumas especulações da mídia especializada, a nova S10 deverá ter o mesmo visual da gêmea Colorado (vendida nos EUA, um nível abaixo da picape grande Silverado) e de sua versão SUV, a Trailblazer, recentemente apresentada no Salão de Bangcoc, na Tailândia.

Frente da nova Trailblazer deverá ser a mesma na nova S10. (Fonte: Divulgação)

A nova S10 deverá estrear no Brasil a nova identidade visual global da Chevrolet, com traços mais retilíneos. A grade está maior, imprimindo maior robustez. Assim como a rival Ranger, a traseira não deverá ter grandes alterações. Fica apenas a dúvida se o interior será o mesmo da Colorado, com formas mais sólidas.

Atual interior da Chevrolet Colorado, que nos EUA, conta com o sistema OnStar 
(Fonte: Divulgação)

Quanto aos motores, não haverá grandes mudanças: devem seguir em linha o 2.4 flex, 2.5 com injeção direta e 2.8 turbodiesel. Espera-se também uma leve alteração na nomenclatura das versões: a top de linha deverá se chamar "Premier" (mesma nome da versão mais cara do novo Cruze, que chega em março de 2017), com a LTZ reposicionada para a escala intermediária e a LT como a mais básica. Ainda é incerto se a versão especial High Country continuará em linha, estando abaixo ou acima da Premier. 

A chegada da nova S10 marca o começo dos lançamentos da Chevrolet para 2016, que ainda incluem o hatch Onix e sua variante sedã, o Prisma.

2 de março de 2016

O primeiro SUV compacto híbrido tem nome: Toyota C-HR

Os SUVs compactos estão cada vez mais frequentes nas ruas. É só olhar a variedade de modelos neste segmento: EcoSport, Renegade, HR-V, Tracker, entre outros. E mais um modelo vai se juntar a essa turma, só que com uma novidade: motorização híbrida e visual ainda mais futurista.
Trata-se do Toyota C-HR, apresentado ontem (01/03) no Salão de Genebra, na Suíça, e com grandes chances de desembarcar no Brasil até 2017 para brigar com os modelos fabricados por aqui.

 Visual futurista e agressivo marcam a dianteira do Toyota C-HR (Fonte: Carro Online)

O primeiro ponto a favor do C-HR é o visual. A dianteira com faróis que se estendem até o centro, próximo do logo da Toyota, a traseira cujas lanternas saltadas lembram o novo Prius e a grande profusão de vincos e volumes da carroceria destoam dos outros modelos da Toyota, mais discretos (como o Corolla, por exemplo).

Lanternas traseiras quase semelhantes as do novo Prius (Fonte: Carro Online)

O segundo ponto de destaque do C-HR é a motorização híbrida, inédita em um SUV compacto. Construído sobre a mesma plataforma TNGA do novo Prius, o C-HR poderá vir de fábrica com um motor 1.8 de 122 cv conectado a um elétrico. Também existem opções mais comuns, como um 1.2 turbo a gasolina e um 2.0 aspirado, todos com transmissão manual ou CVT. 
Para o Brasil, que zerou o imposto de importação sobre veículos híbridos e/ou elétricos, o C-HR pode ser um sucesso, tanto na versão híbrida quanto movida a gasolina (ou flex, num futuro próximo), também com transmissão manual ou CVT.


Fiats Bravo, Idea, Linea e Uno Vivace podem sair de linha

Aos poucos, a Fiat vai renovando a sua linha assim como fez a Chevrolet em 2012. A primeira novidade de peso foi a picape Fiat Toro, que já ultrapassou sua rival (a Renault Duster Oroch) na segunda metade das vendas acumuladas de fevereiro. A segunda é o compacto Mobi, para competir com Chevrolet Onix, Hyundai HB20, dentre outros. Mas para essa renovação ter efeito, é preciso tirar alguns modelos de linha.
Uma fonte ligada à rede de revendas da Fiat afirma que a fábrica está deixando de produzir os modelos Bravo, Idea, Linea e Uno Vivace. Oficialmente, a Fiat nega a informação. Mas uma rápida análise mostra duas boas razões para a descontinuidade dos quatro modelos citados: o número de vendas e a substituição por um modelo mais novo.

O Uno Vivace, veículo mais barato da Fiat junto com o Palio Fire, será substituído pelo Mobi neste ano, restando apenas o Uno reestilizado no final de 2014 com pacotes de opcionais mais caros.

 Uno Vivace será substituído pelo Mobi, mais compacto (Fonte: Divulgação)

Lançada no Brasil em setembro de 2005, dois anos após estrear na Europa, a minivan Idea ainda tem uma margem de vendas razoável - foram 8.234 unidades vendidas em 2015 - mas seu azar é estar em um segmento em queda, cujo único concorrente direto é a Citroën Aircross.   

 Reestilizado em 2010, Idea é uma das poucas minivans "tradicionais" à venda no mercado (Fonte: Divulgação)

Sem grandes alterações desde seu lançamento, em 2008, o Linea (derivado do hatch Punto) foi apenas o 11º sedã médio mais vendido de 2015, com 4.379 unidades emplacadas. Mesmo com versões esportivas, o hatch médio Bravo teve 2.795 emplacamentos no acumulado de 2015, longe dos rivais Ford Focus, Volkswagen Golf (agora fabricado no Brasil) e Chevrolet Cruze Sport6.

Fiat Bravo Sporting (Fonte: Divulgação)

Contudo, Linea e Bravo podem dar lugar para as versões sedã e hatch do novo Fiat Tipo, lançado na Europa em 2015. Infelizmente, ainda não há nenhuma confirmação se o novo Tipo chegará ao Brasil. O Idea, por sua vez, não deverá ter sucessor, já que não possui um substituto dentro da gama de veículos do grupo Fiat Chrysler Autmobiles (FCA) pelo mundo.